Oratória

Por que ensinar oratória para crianças?

Escrito por Cristiane Romano

Nós temos vários e bons exemplos de crianças que sabem falar como ninguém para grandes públicos. Zianna Oliphant, de 9 anos, conseguiu emocionar a cidade de Charlotte com o seu discurso sobre racismo após a morte de um homem negro pelas mãos de um policial.

Exemplos como esse se repetem: com apenas 12 anos, Severn Cullis Suzuzi fez um discurso impressionante na Eco-92. A menina representava um grupo que lutava por causas ambientais e que montou quando tinha apenas 9 anos.

Esses são apenas alguns casos que mostram claramente a importância da oratória para crianças. Isso prova que investir em cursos do tipo para os pequenos pode ser uma excelente opção.

Por que é importante aprender oratória desde cedo?

Quando ainda somos crianças, o nosso cérebro consegue aprender muito mais rápido e está ávido por informações. Tudo o que a criança faz nesta fase da vida influenciará diretamente o seu futuro como adulto. A oratória é benéfica, a longo prazo, para o sucesso profissional, mas há vários outros benefícios a curto prazo que podem ser alcançados com esta prática. Veja a seguir:

Reduz a timidez

É bastante comum ver crianças tímidas, que não se comunicam muito e que, por isso, podem ter um desenvolvimento reduzido no aprendizado. São aquelas que não conseguem conversar face a face e que falam tão baixo que quase não se pode escutá-las.

Após fazer um curso de oratória, as diferenças serão visíveis: o seu filho começará a falar de forma objetiva e clara, com maior desenvoltura, num tom que todos poderão compreender perfeitamente.

Maior chance de fazer amigos

Essa mesma timidez pode impedir o seu filho de fazer amigos e isso traz muitos prejuízos. Ele acabará se isolando socialmente e uma criança precisa brincar com os colegas, dar risada com a turma e desenvolver, da melhor maneira, todas as funções físicas e emocionais.

Como a oratória ajuda a vencer a timidez e melhora a comunicação, a criança se sentirá muito mais confiante no momento de conversar com os colegas de sala, familiares e outras pessoas em geral.

Melhora o aprendizado

Outro problema causado pela timidez e pelo medo de falar em público é a diminuição no aprendizado. Vários alunos acabam levando dúvidas da escola para casa porque têm vergonha de perguntar na frente da classe. Acham que as outras crianças vão rir delas ou que não serão compreendidas. Com uma boa oratória o pequeno se sentirá mais seguro e confiante, perdendo o medo de perguntar e, consequentemente, atingindo desempenho escolar melhor.

Mais sucesso na vida escolar e acadêmica

Ainda como estudante, o jovem precisará apresentar diversos trabalhos escolares, seminários ou mesmo fazer discursos em eventos importantes, como formaturas. Começar desde cedo a melhorar a desenvoltura das crianças resultará em notas maiores, fazendo com que elas ganhem destaque.

Por onde começar?

Segundo especialistas no assunto, a idade ideal para o seu filho começar a aprender oratória é a partir dos 8 anos, pois é aqui que a criança começa a assimilar melhor as coisas que aprende.

Mas se ele ainda não alcançou esta idade ou você acha que é muito cedo para colocá-lo num programa de oratória para crianças, há outros meios de incentivar a comunicação deles. Você pode pedir para que ele faça leituras em voz alta, na frente de um espelho, ou mesmo gravar um vídeo pelo celular, de forma que desenvolva melhor o hábito de falar ― algo que ficará guardado para toda a vida.

E, falando neste assunto, que tal ver algumas dicas de como diminuir o nervosismo ao falar em público?

Sobre o autor

Cristiane Romano

Palestrante Internacional, Fonoaudióloga de formação, sempre foi apaixonada por Oratória e durante sua carreira percebeu o quando as pessoas deixam de ganhar e crescer profissionalmente por não possuírem domínio da oratória. Nos últimos 18 anos tem estudado e aplicado suas técnicas para milhares de pessoas, técnicas essas desenvolvidas e validadas em seu Mestrado e Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Possui também formação internacional pela Universidade de Ohio nos Estados Unidos.

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